sábado, 2 de junho de 2012

O AMOR EM NOSSAS MÃOS





Estou aqui a experimentar o amor.
Ele não chega, nem vai embora.
Não tem artifícios, nem se ancora à natureza imperfeita.
Não passa, nem permanece.
Eu o desejo, mas não o tenho.
Eu o tenho, mas não o sei desejar plenamente.
Ele me compromete, e me sinto atraído.
Avanço, ando, paro, volto, fico.
Ali não há incerteza, nem cansaço, nem dor que me atormente.
Nada devo, temo ou mereço.
Quem sou eu para ser audaz o bastante para desejá-lo?
Ele, apenas, é em mim: o amor.



QUEM É ESSE DEUS?
Comunidade Católica Shalom



Eduardo Parreiras

terça-feira, 22 de maio de 2012

CORAÇÕES AO ALTO



"Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Eis os sinais que acompanharão aqueles que crerem: expulsarão demônios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes e beberem veneno mortal, não lhes fará mal algum; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam." Mc 16,15-20


Amados irmãos em Cristo, graça e paz!

Hoje sinto uma necessidade de partilhar um pouco sobre a importância da festa da Ascensão do Senhor, cuja liturgia celebramos no último domingo. Baseada no trecho do evangelho de São Marcos citado, a liturgia dominical do penúltimo domingo do Tempo Pascal nos sugere seguir o exemplo dos discípulos que, primeiramente, viram Jesus subir ao céu e, em um segundo momento, foram anunciar o evangelho por toda parte.


Vejo duas propostas fundamentais a quem quer seguir Jesus. A primeira consiste em olhar para o céu e desejá-lo de todo coração. Sinto uma necessidade enorme de olhar para o céu e contemplar sua beleza. Refiro-me também a este céu que vemos, o firmamento, no qual podemos fitar a lua, as estrelas, outros astros e, durante o dia, o sol que ilumina, e as nuvens, que desenham de branco a imensidão azul.

Olhar para o céu é uma atitude nobre, que exige conhecimento da terra. Não se pode olhar para lá sem deixar de saber o que se passa por aqui, ao nosso redor, como se o céu fosse a única realidade existente. Mas não é. Temos a terra, objeto primordial do amor de Deus.

É interessante perceber que, no segundo momento os discípulos, já sem a presença "pessoal" de Jesus, começam a levar a sua Boa Nova a todos os cantos, por onde podiam ir. Eles não se contentavam com a visão do céu e levavam a todos os lugares a notícia maravilhosa de que Jesus é o Filho de Deus, Verbo Encarnado, que assumiu a nossa carne para termos com Ele a vida eterna, pela remissão do pecado.

A obra salvífica de Jesus não acontece no céu, mas na terra. Jesus era tão apaixonado pela terra que andava por ela, dizendo aos povos que cressem e se convertessem ao seu evangelho. Pelos caminhos realizava curas, milagres, libertações... ressuscitou mortos e ceou com os marginalizados. Permitiu que mulheres, inclusive estrangeiras, se aproximassem. Levantou da mais profunda miséria a pecadora condenada. Foi crucificado em meio a dois malfeitores... carregou, sozinho, os escárnios que lhe foram impostos por nosso pecado.

A festa solene da Ascensão do Senhor me chama a olhar para o céu, mas com profundo amor à terra. A morada celeste, a mesma para onde quero ir, é também para os meus irmãos, e o próprio Senhor me pede que eu também anuncie tal morada eterna. Enquanto o coração fica amarrado à meta celeste, as mãos e a inteligência ficam na terra, para que muitos se convertam e possam também desejar o céu.

É preciso ancorar o coração no céu. É preciso amar o céu, pensando que a terra pode ser um lugar melhor, com menos sofrimento e dor. Nem Deus, nem o homem, desejam o sofrimento, embora deva ser considerado para o crescimento humano quando não puder ser evitado. A atitude de amar os irmãos é fundamental para ancorar firmemente o coração no céu, repetindo o exato movimento proposto na conclusão do evangelho de São Marcos: primeiro o olhar se volta para o Cristo Ascendente, que é entronizado ao lado do Pai.; depois, a cena se volta para a terra, para o amor que precisa ser anunciado, experimentado e vivido. O amor precisa ser amado... O amor enquanto ação assume várias formas: o olhar, um auxílio, um cuidado, uma companhia, uma oração. Todas são partes do amor inteiro, que é Cristo. Portanto, não devemos reduzir o amor a apenas  um ou outro gesto concreto, mas ao coração que age para favorecer o bem na vida do irmão.

As amizades são uma forma belíssima de ancorar o coração no céu, porque o coração do irmão pode se tornar o nosso céu, se o soubermos amar. Tenho feito a experiência de amar assim, livremente, independente de conceitos restritos do amor. Tenho experimentado amar com o olhar, com a oração, com a lembrança e até mesmo com a indiferença. Ao ser indiferente com algumas pessoas, não quero que sejam ainda mais feridas por mim, mas pretendo evitar que tenham ainda menos chance de me amar. Quando escancaro o meu coração a um novo amor é porque quero investir o amor que vem de Deus naquele coração. É o amor que cura, salva e liberta. O amor é a âncora do coração em Deus, e os amigos são os barcos que nos conduzem pelos mares tempestuosos das nossas imperfeições.

Amemos o céu, sem deixar a terra. Quando formos para lá, levaremos daqui o amor que Cristo nos deixou e pediu que espalhássemos pelo nosso mundo.

Hoje sugiro uma belíssima canção da Comunidade Católica Shalom, que tem tomado um enorme espaço nas minhas orações nos últimos dias...


VIVER E MORRER
Comunidade Católica Shalom (Álbum "Um só Corpo")



Que Deus nos conceda toda graça e toda paz!
Shalom!


Eduardo Parreiras

domingo, 13 de maio de 2012

MÃE DA VIDA


Boa tarde, amados em Cristo!

Hoje, neste dia 13 de maio, em que celebramos como Igreja a festa dos 95 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, temos também a alegria de festejar tão lindo dia na presença de nossas mães. Creio sempre na Divina Providência, e vejo que é realmente providente que os dois motivos celebrativos tenham coincidido.


Maria, Mãe de Deus e nossa, intercede sem cessar por nós no céu, para que sejamos gerados neste mundo como autênticos cristãos, como pessoas de bem, dispostas a amar e mudar o mundo pela força do amor. Ela, gerando Cristo em nós, também nos gera como novos sacrários vivos, com a missão de levar a experiência da Cruz aos confins da terra.

Maria é um exemplo de graça, paz, fé, amor e esperança. Ela, movida pela palavra que lhe foi dirigida, não pôde dizer senão o "sim" que seria a porta de entrada para a nossa remissão; ela, jovem e casta, quis abraçar os planos de Deus, mesmo sem conhecê-los. Por sua vida, a vida se vez morte para reviver em nós perpetuamente.

Cristo, nosso Esposo Ressuscitado, Amado de nossas almas, primeira e grande realidade, motivo maior da nossa vida, foi por ela gerado e veio morar no meio de nós. O Cristo que nos salva é o mesmo Nazareno Filho de Maria. Em suas veias correram o sangue da humanidade, que lhe veio de Maria.

Maria é minha mãe desde antes que eu viesse a este mundo. Minha mãe, quando estava no sétimo mês de gravidez, teve uma crise epilética durante o banho, e caiu com a barriga na quina do vaso sanitário. A partir de então, eu não mexi mais em seu ventre e, no hospital, os médicos queriam que eu fosse abortado. Minha mãe não permitira que fizessem nada, até que, após vários dias de exames, constataram a minha suposta morte. Os médicos preparam o bloco cirúrgico e a enfermeira foi até o leito buscar minha mãe, para que eu fosse retirado de seu ventre.

Minha mãe, desesperada e sem ter como reagir, teve apenas a fé como motor de sua alma naquele momento. Assim que a enfermeira chegou para buscá-la, eu mexi e ela começou a gritar, dizendo que eu havia mexido. O médico veio examinar e não ouviu, novamente, sinal algum de vida. Quando se retirou, eu mexi novamente e, desesperadamente, minha mãe gritou por ele, para que voltasse, pois eu havia mexido uma segunda vez. Quando ele tentou escutar meu coração, ele o ouviu fraquinho, mas vivo! E o aborto não foi realizado!

Este é o quadro de Nossa Senhora de Fátima que fica propositalmente na porta de casa. Ela, que é a "Porta do Céu"!


Durante aqueles dolorosos dias de incertezas, em que minha mãe estava internada, minha tia e madrinha de batismo havia feito uma promessa a Nossa Senhora: ela subiria ao Santuário da Serra da Piedade, em Caeté-MG, comigo ao colo, e me entregaria nos braços da Mãe da Piedade. Isso, de fato, ocorreu! Fui batizado e consagrado à Santíssima Virgem Maria, por vontade de minha mãe, Aldete, e minha madrinha de batismo, Irani, a quem devo tal consagração a tão imenso e Imaculado Coração!


Quando eu era adolescente, aos 15 anos de idade, minha mãe precisou passar por uma difícil cirurgia cardíaca, para reconstituir a válvula mitral, que estava calcificada. Mais uma vez, minha mãe se aproximou de Nossa Senhora, agora sob o título de "Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento", e me entregou a ela. Em seu coração, havia a certeza de que não sobreviveria à cirurgia, e pediu à Mãe de Deus que cuidasse de mim como a um filho de verdade. E Ela o fez! Trouxe-me de volta ao que hoje é a razão da minha vida, a alegria única e primeira da minha alma: o altar do Senhor! É nele que me realizo e alegro; é na Eucaristia que eu me refaço. É para Ela e por Ela que eu ando o mundo se for preciso... Ela é, para mim, a Mãe da Vida!


Hoje eu dedico o "sim" de Maria a todas as mães do mundo. A minha primeira Mãe me deu a oportunidade de conhecer minha segunda mãe, Aldete, e me deu a graça de receber o Santíssimo Salvador em aspecto de pão. Ela, por seu "sim", move minha alma a dizer um "sim" parecido, com a intenção de gerar Cristo no mundo. Meus pecados, defeitos e arestas, são compensados pela beleza da Grande Mãe de Deus, que me corrige, ensina, educa e protege.


Maria, Mãe de Deus, da Igreja e minha Mãe, rogue por mim! Quando eu chegar ao céu, quero que a Senhora me leve a Jesus, para que eu possa deitar minha alma em seu Coração Divino, por toda a eternidade!!!

Mãe do Céu, te amo!!!
Mãe da terra, te amo!!!


A PORTA DO CÉU
Comunidade Católica Shalom - Álgum "Um só Corpo"




Abraços de um filho imperfeito, mas apaixonado por suas duas mães!

Eduardo Parreiras




sexta-feira, 4 de maio de 2012

INDIGNIDADE



Boa noite, queridos!!!

Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo!!!


Vou partilhar com vocês uma música que conheci na segunda-feira, por meio de uma galera fantástica de Volta Redonda - RJ, que esteve aqui em Contagem, na casa do meu amigo e futuro afilhado Ramon Cardoso.

Preciso dizer que tenho vivido intensamente o mistério da Cruz de Jesus, e todo o amor que a Paixão do Senhor contém. Embora eu seja ínfimo demais para merecer tamanho amor, não consigo sequer abandonar essa realidade, que tem tomado conta dos meus dias. Fico refletindo as dores de Jesus, que sofreu tudo por mim sem que eu merecesse. Eu sou um flagelo humano, uma sarna que contribui para o fracasso da humanidade a cada pecado que cometo. Quando paro diante do crucifixo e contemplo a imagem, não posso me sentir senão um lixo, diante de tão precioso sangue que por mim foi derramado.




Jesus se aniquilou por inteiro, sem reservas, e sem culpa alguma tomou sobre si todas as minhas culpas. Eu, em meio à sujeira que estraga a essência humana, não mereço ser mencionado entre os nomes daqueles que foram gotejados pelo sangue precioso do Senhor. Não tenho a menor dignidade de receber ao menos um olhar de Jesus, aniquilado pelos maus desejos, pelas minhas inclinações em cometer os delitos que o condenaram. Meus pecados ofuscam a minha visão do Calvário. O mundo quer, a todo custo, embaraçar meus olhos, meus ouvidos e minha mente, numa tentativa maléfica de me afastar da realidade fundamental da minha vida. Preciso me subjugar à graça santificante que brota infinitamente do Lenho da Cruz.

Não quero, nem pretendo, julgar as pessoas, mas posso e devo fazer um bom exame de consciência a respeito de minha pessoa. É certo que não vivo como me foi prescrito nos evangelhos, e não sou merecedor de tão grande graça. Não posso usar o nome de Cristo, tampouco usar a sacratíssima imagem de sua Cruz em meu peito!

Não por acaso a Igreja usa a fórmula "Senhor, eu não sou digno de que entrei em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo!" na liturgia da Santa Missa. Eu não poderia, em hipótese alguma, me aproximar do altar sem pronunciá-la. Não que ela me redima, mas é preciso que eu tome consciência de que a comunhão é um ato supremo de doação de Nosso Senhor.

Eu jamais poderei me acostumar à misericórdia de Deus! Pretendo que ela seja sempre nova em minha vida. Que ela não seja um "algo a mais" em minha história, mas a razão única, última e primeira do meu existir.

Ontem, dia 3 de maio, celebrei uma data muito especial: 20 anos da minha Primeira Eucaristia. Há duas décadas eu me aproximo do altar do Senhor, mesmo não sendo digno de tamanha graça!

A música da Banda Arkanjos me quebrou ao meio. Acho que o recado do evangelho foi dado, dois séculos depois, a um filho ingrato, mas que reconhece ser dependente de cada gota de sangue jorrada no Calvário no início da presente era.

Mesmo que eu não seja digno de carregar o sinal da Cruz no peito, hei de trazê-lo comigo. Que a Paixão do Senhor motive os meus passos, os meus dias e os meus anos... Que cada grito de Jesus seja um motivo a mais para que eu ressuscite, gloriando-me do nome santo que está acima de tudo! Sou feliz, completamente realizado, por ser "a Igreja da Cruz"!

"Jesus, embora eu não mereça ser citado por teus santíssimos lábios, entrego minha vida inteira à tua misericórdia. É por ela, só por ela, que posso ser lembrado por vosso ato de amor e salvação, concretizado pela cruz e definitivamente selado por tua ressurreição. Só posso dizer, com toda a imperfeição que eu possa conter, que te amo!"


SANTA CRUZ
Banda Arkanjos


Indigno,

Eduardo Parreiras

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O MISTÉRIO DO AMOR INTEIRO



CRISTO, O BOM PASTOR


Boa tarde!


Ontem vivemos o 4º Domingo da Páscoa, dia em que celebramos a festa de Cristo, Bom Pastor. O Evangelho proposto pela liturgia é riquíssimo, e vale ser citado em parte:


"Jesus disse: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pos ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pela vida das minhas ovelhas." Jo 10,11-16


Como sabemos, o pastor é aquele homem do campo, que cuida das ovelhas. Por elas ele se consome e doa seu tempo, para que não se dispersem. O rebanho é o conjunto de ovelhas, que precisa andar unido para que nenhuma ovelha se perca. O redil, por sua vez, é o lugar propício das ovelhas, onde elas repousam depois de pastarem durante o dia, cujo zelo também cabe ao pastor.


Nesta primeira imagem, temos a figura de Jesus, o Bom Pastor, dando de comer a uma ovelha. Gosto muito dessa representação, porque ela sugere um Cristo que alimenta, que dá vida, nos salva e nos dá coragem. Todos aqueles que se fazem ovelhas para seguir o Bom Pastor, são também por Ele alimentados. Vejo nessa imagem uma clara alusão ao catolicismo, no qual o Cristo alimenta seus irmãos pelo Pão e pelo Vinho da vida eterna, a Eucaristia.


A segunda imagem nos sugere uma figuração muito própria da Igreja, que pode ser entendida como o redil das ovelhas. O Cristo, ao mesmo tempo que guia o rebanho, também acolhe aquela que provavelmente tende a se fatigar, e não consegue mais andar. Ele a leva aos ombros, que simbolizam o equilíbrio e a temperança. Com Jesus, nossa vida tende a ser leve e feliz, independente dos sofrimentos e tribulações pelos quais possamos passar.

Além disso, a Igreja deve caminhar unida, assim como o rebanho, para que nenhuma ovelha se perca pelo caminho. A dispersão é um sinal de que algo está errado no rebanho: o pastor não conduz bem, ou a ovelha não consegue ouvir os sinais do pastor.


A terceira e última imagem é a que mais me toca e pela qual eu me apaixono. É o Bom Pastor que carrega carinhosamente a ovelha ao colo, com profundo acolhimento e zelo por ela. É o que falta a muitos pastores e a muitas ovelhas de nosso tempo.

Aos pastores falta acolher, carregar, acariciar. O mundo pós moderno sugere a individualidade como indício de liberdade, e não a comunhão, como sugere a fé em Cristo. Muitos pastores perderam de vista os meios mais eficazes para manter o rebanho unido, e já não conseguem pastorear todas as ovelhas.

De outro modo, muitas ovelhas já não ouvem a voz do pastor e se embrenham por caminhos tortuosos, perdendo-se do rebanho e não querem mais voltar ao redil, por achá-lo fechado demais e sem espaço para viver a liberdade.

Embora eu me identifique mais com a terceira figura, creio que hoje precisamos viver a experiência do rebanho de Cristo das três formas propostas: o Pastor que alimenta as ovelhas, que as conduz sempre unidas, mesmo que alguma se machuque, e acolhe e ama cada uma individualmente.

A verdadeira comunhão não está, como muitos pensam, no todo, mas na experiência particular que impulsiona para uma experiência do todo. Precisamos viver o pastoreio de Cristo como ovelhas que ouvem sua voz e seu coração, alimentam-se dele e só andam unidas ao seu rebanho, porque amam o seu redil.

Aos pastores fica a sugestão de serem, além de pastores somente, ovelhas também. Às ovelhas, sugiro que caminhem sempre unidas ao rebanho para que não se percam do redil.

Com esse evangelho, aprendi que Cristo sempre foi movido por um amor "inteiro", que não tem metades, nem lados. O amor de Cristo por seu rebanho é um mistério acima de nossa capacidade de compreensão racional, mas se encaixa perfeitamente nos parâmetros da fé. É um mistério, que não se pode desvendar nem explicar, mas se vive intensamente e por ele é consumido.

Sou ovelha. Preciso ser pastor. Pertenço a um rebanho. Tenho um redil que me acolhe.
Sou católico, apostólico, romano. A ovelha, portanto, sou eu.


A OVELHA SOU EU
Fraternidade Toca de Assis



Abraços...

Eduardo Parreiras

quarta-feira, 25 de abril de 2012

SUBJETIVIDADE


Boa noite!!!

Depois de vários dias sem escrever, passo por aqui para deixar um "olá". Estou sem inspiração para redigir e não gosto de produzir textos quando não me sinto preparado. As palavras devem ser protagonistas, e não meras figurantes.

Tenho dito um sim à evangelização a cada "login e senha" do meu dia a dia. Entre abreviações e muitos outros vícios cibernéticos, tenho tentado levar o amor de Deus não somente a quem precisa, mas também àqueles que não querem precisar. Justifico-me.


Muitas vezes, percebo no olhar e nas atitudes das pessoas um vazio que não precisaria existir, um coração que não contém valores fundamentais, aqueles que nutrem o ser e o humano. A humanidade está defasada demais para crer, e é importante que se leve na carruagem do amor as lenhas que abastecem a fogueira santa do Espírito Santo, que dá vida e santidade a todas as coisas.

Muitos não pedem graças a Deus porque não sabem como pedir; pior, não sabem que precisam pedir. Deus está à espera daquele que clama por um Pai presente, sempre presente, onipresente. É claro que as bênçãos serão sempre derramadas do céu em direção à terra, mas o pedido é necessário em sua especificidade.

Muitas famílias tem perdido a noção do amém, assim seja, eu quero, eu aceito, eu posso. Tudo o que há de mais sagrado tornou-se tudo o que há de mais inútil. Toda a beleza da simplicidade tornou-se a feiura do sofisticado. A moda, essencialmente passageira, quer a todo custo tornar-se fundamental. Mas nunca será.

É óbvio que nossa vida seja passageira, mas temos a certeza de uma continuidade eterna. Isso é o que realmente importa... é confortável demais crer que, depois desta vida ingrata, teremos uma oportunidade de desfrutar todos os benefícios de uma vida sem excessos de humanidade, perene na eternidade, que não cabe no tempo.


E, por falar em tempo, alguém ainda se lembra dele? Não precisamos necessariamente viver o tempo, mas somos condicionados a ele. Deixar a eternidade tomar conta da alma é uma prática restrita a quem tem noção daquilo que não possui início nem fim.

Gosto dos graves; os agudos apenas enfeitam.

Depois da falta aparente de nexos, fico na esperança de jamais deixar as palavras na prisão da lógica. A subjetividade é minha grande paixão.


ESSENCIAL
Maninho


Paz e bem!


Eduardo Parreiras


sexta-feira, 13 de abril de 2012

AMADO MEU!






Ó Amado meu, tão belo e sem mancha, esperas glorioso por minha volta
Rocha firme, pedra angular, certeza do céu e glória do Pai
Teus perfumes são mais deliciosos que os unguentos
Teu olhar é apaixonante; atrai-me a tua formosura.

Esposo meu, amado meu, Senhor meu...
Em ti encontro o conforto que busco
em ti tenho a glória e a vitória
e em ti se realizam todos os meus desejos.

Olho para o alto e encontro a ti;
olho para baixo e teus pés aparecem a me guiar
olho para um lado e tenho tua companhia,
olho para o outro e te tenho por amigo.

Tu me cercas de graça e alegria,
tua vida é a vida de minha vida,
tua presença é a fortaleza que me ergue,
e tua glória é a alegria de minha alma!

Em ti espero, a ti busco, por ti suspiro...
Deleite de meu coração, paz da minha história:
teus espinhos, açoites e cravos são também meus
porque conquistaste-me por amor eterno.

Creio em ti!


CHAMA
Comunidade Católica Shalom
Versão de Ir. Kelly Patrícia - Instituto Hesed



Eduardo Parreiras