Buona sera, fratelli e sorelle!!!
No último post refleti sobre a importância de se "experimentar" a Eucaristia, saborear as graças que emanam deste tão admirável sacramento. Quando falo da Eucaristia, não falo com propriedade ou conhecimento a respeito, mas com carinho.
Carinho tem a ver com cuidado. Lembro de uma fase deliciosa da minha infância, quando meu avô Josias ainda era vivo. Ele era bem alto e esguio, tinha uma força impressioante para a idade de quase 80 anos. Ele morava aqui do lado da minha casa, e não havia muro que separava nossos terrenos. Era uma convivência muito gostosa... Recordo-me dele sentado, sentando-me sobre suas canelas e levantando-me somente com a força dos joelhos... Eu me divertia muito! Levava-me a passear pelo bairro em seus ombros, imitando um cavalo em cavalgada. Porém, o que mais me emociona nesta lembrança são as vezes que meu avô rezou comigo. Poucas. Mas ouvi dele as primeiras palavras da Ave-Maria, e aprendi com ele que Maria é "cheia de graça". Meu amor pela Grande Mãe de Deus começou por herança do meu avô. Hei de agradecê-lo todos os dias da minha vida terrena e da eterna também por isso. Sou um católico extremamente mariano por influência do meu avô materno. Ele dizia que "quem é devoto de Nossa Senhora da Conceição" não sofre na hora da morte. Detalhe: ele faleceu aos 84 anos de idade, com um infarto fulminante que não permitiu que ele sofresse. Pura graça e providência de Deus, por meio de Maria! Mas estou partilhando isso para que você, querido leitor, perceba a importância do "carinho" em nossas vidas.
O carinho na medida certa tem o poder de ditar muitas regras na nossa personalidade. Acariciar significa, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (on line), dentre outros significados, "comprazer-se em conservar". Por conseguinte, "comprazer" significa "agradar, ter prazer, satisfação". Acariciar significa, então, "ter prazer em preservar". Quem acaricia doa um bem indestrutível a quem recebe o afago, ao passo que quem recebe a carícia ganha um elemento fundamental na edificação de sua personalidade: a mansidão.
A palavra "mansidão" vem, etimologicamente, da palavra latina "manus", ou seja, "mão". Ser manso é o mesmo que deixar ser tocado pela mão. "Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra." Mt 5,5. O homem manso é, portanto, carinhoso por excelência.
Olho para Jesus Eucarístico com muito carinho, pensando no carinho com que ele olhou para sua Mãe e o Discípulo que Ele amava do alto da Cruz (Jo 19,25s). Da mesma forma ele me amou em sua dor, e com carinho também amou o ladrão que se arrependera ao seu lado: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso!" (Lc 23,42s). Sei que Ele me ama e me promete o paraíso, sem perguntar se arrependido estou de meus pecados, embora o deseje. Ele me acaricia com sua presença e me salva em sua misericórdia. Em seu Coração Chagado são sempre dissolvidos os meus pecados, e Dele nasce a nova vida que me impele à santidade.
Nós também devemos agir com carinho. Carinho tem sabor, cor e cheiro de misericórdia. Um toque é suficiente para se perceber a atitude afável, e sei que o toque de Cristo em sua Igreja tem o nome de Eucaristia.
Seja carinhoso com a Eucaristia. Ela é o carinho de Deus para conosco.
Ouça essa música e sinta amor por Jesus Sacramentado... Eterna Gratidão, da Fraternidade Toca de Assis.
Abraços...
Didu
sábado, 12 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Mística Eucaristia
Boa noite, pessoal!!!
Desde a noite de quinta-feira passada tenho vivido uma experiência linda com a Eucarista. Estive, a convite de minha amiga Flaviana Martins, na Canção Nova de BH e participei da Santa Missa, presidida por Pe. Hamilton. Foi na simplicidade e no carinho com que ele presidiu a Sagrada Liturgia que pude experimentar o Cristo em toda a sua plenitude na Eucaristia. No sábado à noite, foi a vez de participar da celebração na Paróquia Santa Teresinha, também em BH, onde está o Pe. Antônio Damásio, que já considero como amigo. Desde esse momento, eu vivi intensamente o “dia do Senhor”. Dediquei todo o meu domingo à oração e à Eucaristia. À tarde, fui a um encontro com jovens e fui surpreendido com a graça e missão de levar Jesus Eucarístico até eles. Estava lá para receber e tive que doar primeiro, para receber depois.
Além disso, duas imagens me abalaram espiritualmente nos últimos dias. São fotos do jovem Padre Deivid Rodrigues celebrando a Santa Missa, postadas em seu perfil do Facebook. Seu olhar para Jesus Eucarístico no momento da consagração me deixou constrangido. Digo isso porque minha vida deve partir desse momento e terminar nele.
É óbvio que ainda não sou um cristão católico digno do nome que carrego e, por vezes, envergonho-me por não corresponder à santidade do batismo que me foi concedido. Devo celebrar o dia 5 de Outubro tanto quanto o 22 de Setembro. É a data de meu nascimento para Deus, justamente ao lado do seu altar.
A Eucaristia me comove muito. Fico emocionado a cada Santa Missa e isso me impulsiona a ser santo. Sinto que a guerra santa pela qual passa minha personalidade está sendo ganha pelo céu, e isso me causa provações e transtornos na terra. Estou cada dia mais apaixonado pela Eucaristia, e reconheço que me sinto cada vez menos pertencente a este mundo. O altar tem feito mais sentido em minha vida do que minha própria casa, e muito mais ainda do que meu ambiente de trabalho.
Por mais que meu coração esteja dividido, ele sabe qual direção deve seguir. Na verdade, ele sempre soube, mas não quis enfrentar a realidade. Fugir da própria natureza é negar a criação.
No fim da tarde de domingo fui à missa celebrar com os jovens. Percebi que ainda sou muito jovem e, ao mesmo tempo, bem mais maduro. A “bagunça” era generalizada e não havia silêncio prévio em preparação para a Eucaristia. Muita conversa paralela durante a celebração e muita agitação marcaram a liturgia dominical. No entanto, optei por manter a paz interior e silenciar-me para que o Sacramento fosse realmente eficaz em mim.
Todos nós devemos aprender o silêncio. Ele fala tudo o que é necessário para a nossa vida de fé. Ser um cristão mesquinho já não vale a pena em um mundo que precisa de Deus, e definitivamente não combina com uma Igreja que possui o Cristo inteiramente pelos sacramentos. É como se disséssemos “feche os olhos e imagine que Jesus está aqui” diante do Santíssimo Sacramento exposto. E olha que eu já presenciei uma situação semelhante! Encontrar com Jesus em silêncio no meio da confusão é uma dádiva. E eu já posso dizer que sou um agraciado por conseguir experimentar um encontro tão íntimo com Jesus no silêncio do meu coração no meio de tanta agitação.
Até quando nosso coração estará fechado para a maior de todas as graças? Até quando vamos fingir que nada acontece diante de nossos olhos? Temos a mania de esperar milagres, mas não enxergamos o maior deles, que acontece sempre na Eucaristia.
Fico triste por ver que as pessoas ainda não conhecem Jesus Sacramentado, a grande maioria engajadas em algum serviço à Igreja. Creio que o maior serviço ao povo de Deus seja comungar para se tornar santo, uma vez que, membros de um único corpo, contribuímos para todo o povo de Deus seja levado a uma vida de santidade pelos sacramentos.
Esse olhar de Padre Deivid, ao mesmo tempo que me constrange, também me alegra imensamente. É possível perceber que há homens e mulheres na Igreja que tornam a Eucaristia ainda mais palpável, pela qual comungamos a presença de um Deus que se fez homem para habitar no meio de nós.
Jesus Sacramentado é a certeza do céu. A Ele o meu louvor, mesmo que eu não seja digno...
Podemos hoje refletir uma música que amo, de autoria da Celina.
Abraços!
Eduardo Parreiras
sábado, 5 de novembro de 2011
Maria e a Eucaristia
A diviníssma Mãe, imaculada desde toda a eternidade, encarnou-se na humanidade para provar que é possível converter-se a Deus de todo o coração. Deus a preservou do pecado para que o Cristo não tivesse contato come ele, conservando seu estado original de divindade. Maria, toda santa pela graça de Deus, deu seu sim para que a salvação viesse a este mundo. Ela, imaculada em sua conceição, coverteu o "Eva" em "Ave", dando a possibilidade para que o pecado de Eva fosse reparado por seu Filho Unigênito.
A Igreja, quando anuncia ao mundo que Maria é Mãe de Deus, isso significa que o Cristo, Deus em si mesmo, teve por receptora uma pessoa inteiramente humana, e provando que a Divindade de Cristo também passa pela natureza humana.
"Como posso merecer que me venha visitar a Mãe do meu Senhor!" Esta é a exclamação de Isabel, quando vê Maria chegando para estar consigo durante os meses finais de sua gravidez. Lc 1, 43.
Como podemos merecer uma Mãe tão amável? Como podemos chamar também de "Mãe" aquela que se tornou Mãe do Salvador? A resposta está simplesmente centrada na graça de Deus. Se Deus nos considerou merecedores de receber o coro e o sangue de seu próprio Filho, fez-nos também merecedores de ter uma Mãe intercessora no céu.
Maria, imaculada em si mesma, não deixa de ser a mãe das dores de seu Filho Unigênito e de seus filhos adotivos. Nós, pobres pecadores, recebemos na herança de Maria a intercessão para nossa conversão.
Por isso, denominamos a Santa Mãe de Deus como Nossa Senhora, Mãe do Santíssimo Sacramento. O Cristo que se entrega a nós eucaristicamente, também doa sua Mãe como nossa perpétua intercessora.
Eu mesmo, o Didu, ou Eduardo Parreiras e Silva conforme meu batismo, fui contemplado com uma conversão totalmente confiada a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! A Igreja a ama justamente como "Mãe de Deus e Mãe da Igreja", ou Mãe dos discípulos aos quais Jesus quis atribuir a missão de perpetuar a salvação.
Maria, Mãe de Deus, da Igreja e minha, Virgem do Carmo, rogai por nós!
A Igreja, quando anuncia ao mundo que Maria é Mãe de Deus, isso significa que o Cristo, Deus em si mesmo, teve por receptora uma pessoa inteiramente humana, e provando que a Divindade de Cristo também passa pela natureza humana.
"Como posso merecer que me venha visitar a Mãe do meu Senhor!" Esta é a exclamação de Isabel, quando vê Maria chegando para estar consigo durante os meses finais de sua gravidez. Lc 1, 43.
Como podemos merecer uma Mãe tão amável? Como podemos chamar também de "Mãe" aquela que se tornou Mãe do Salvador? A resposta está simplesmente centrada na graça de Deus. Se Deus nos considerou merecedores de receber o coro e o sangue de seu próprio Filho, fez-nos também merecedores de ter uma Mãe intercessora no céu.
Maria, imaculada em si mesma, não deixa de ser a mãe das dores de seu Filho Unigênito e de seus filhos adotivos. Nós, pobres pecadores, recebemos na herança de Maria a intercessão para nossa conversão.
Por isso, denominamos a Santa Mãe de Deus como Nossa Senhora, Mãe do Santíssimo Sacramento. O Cristo que se entrega a nós eucaristicamente, também doa sua Mãe como nossa perpétua intercessora.
Eu mesmo, o Didu, ou Eduardo Parreiras e Silva conforme meu batismo, fui contemplado com uma conversão totalmente confiada a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe! A Igreja a ama justamente como "Mãe de Deus e Mãe da Igreja", ou Mãe dos discípulos aos quais Jesus quis atribuir a missão de perpetuar a salvação.
Maria, Mãe de Deus, da Igreja e minha, Virgem do Carmo, rogai por nós!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Amado de minh'alma
Ó alma, porque não procuras teu amado senão em coisas vãs? Vai-te ao encontro dele, que te espera em ânsias de amor.
Vai e abraça-o; ele te acolherá como a terra acolhe a semente, como o útero recebe nova vida.
Corre, e Ele virá apressado ao teu encontro. Afaga-lhe a face, e Ele te dará amor. Acaricia-lhe o coração, e Ele te dará a vida.
Ó amado, que te encontras tão distante e tão próximo! Ó amado!!!
Que a distância não te separe de mim, e que meus olhos possam contemplar-te para sanar a saudade.
Quero correr ao teu encontro e beijar-te apaixonadamente. Que teu semblante seja a minha alegria perene...
Em que mais deverei alegar-me??? Não há!!!
Somente tu és o meu amado, e somente a ti quero!
Descansa em Deus, ó minha alma, descansa em teu amado. Ele te dará o descanso e a paz...
Eduardo Parreiras
Lugo e a experiência de Deus
Boa noite, queridos!
Hoje tive a graça de participar da Santa Missa na Comunidade Canção Nova de Belo Horizonte, bem no dia em que celebra seus três anos de reconhecimento pontifício. É a Igreja viva levando Jesus ao mundo!!!! Parabéns! Sua existência no mundo torna minha vida mais feliz!
Hoje continuo minha partilha sobre a viagem à Jornada Mundial da Juventude em Madrid. Chegou o momento de partilhar a minha experiência com Deus em terras longínquas. Agora sim, entro na programação da JMJ nos cinco dias de pré-jornada na pacata e acolhedora cidade de Lugo, na Galícia, noroeste da Espanha. Com aproximadamente 80.000 habitantes, a cidade, outrora "Lucus Aucusti", guarda uma história que remonta ao ano 25 a.C. Uma muralha, construída pelos romanos, ainda está inteiramente preservada em seu mais belo e rico conjunto arquitetônico.
A nossa pré-jornada, chamada de "Días en las Diócesis" pelos espanhóis, se deu nessa deliciosa cidade que, além de sua receptividade, apresenta ao turista uma boa infraestrutura e gastronomia riquíssima. Lá, eu pude experimentar o melhor ravioli da face da terra! Nem na Itália se faz algo tão perfeito... sério!!! rsrs Acompanhado de vinho galego, é claro...
Fomos recebidos pelas autoridades locais, que nos apresentaram oficialmente a cidade, sua história e cultura, em uma solenidade na "Deputación de Lugo" (prefeitura municipal de Lugo, em uma tradução livre para o português).
Além dessas experiências próprias de um bom turista, foi nessa cidade galega que eu pude fazer minha experiência com Deus nessa peregrinação. Sim!!! Não tive meu encontro com Cristo em Madrid, mesmo com a presença do Santo Padre, o Papa Bento XVI. Madrid é uma outra história...
Em Lugo eu encontrei o Cristo, mesmo depois de me deparar com uma Europa completamente secularizada, sem fé. Eles nos doaram o cristianismo e ficaram sem sua religiosidade. Seus monumentais mosteiros servem hoje de pontos de interesse turístico pela arquitetura, história e arte que detém; mas não pela religiosidade que podem oferecer ao mundo.
Apesar de todo secularismo europeu, em Lugo pude ver o Cristo que mora no coração humano. Fiquei hospedado na casa de uma senhora idosa, chamada Maria del Carmen. Esse nome não foi dado a ela em vão.
Dona Carmen é uma mulher de fibra, cuja história nos faz encher os olhos de lágrimas, inevitavelmente. No primeiro dia em sua casa, não consegui entender bem o idioma espanhol: embolado demais! Mas meu coração compreendia a linguagem universal do amor! Essa mulher me fez compreender que Cristo é o homem-Deus que se submeteu à pobreza humana para redimir o homem. No coração dela eu pude fazer valer a pena todo o esforço que concentrei durante todo o ano de 2011 para ir à JMJ.
Não vou dizer como ela preparou o apartamento para nos receber. Eu e Márcio Santos fomos agraciados por encontrar o Cristo no coração dessa mulher. Suas conversas à noite podeiram durar até hoje... pudemos conhecer o coração imaculado da Santíssima Virgem Maria, novamente humanizado na pessoa de Dona Carmen.
Seu semblante sempre alegre não transparece um coração sofrido, que passou por provações imensas durante a vida. Seu marido teve paralisia múltipla aos trinta anos de idade, ela precisou tocar a empresa da família sozinha, cuidando também dos três filhos. Eu pude contemplar no coração dessa mulher a força e a realeza de Maria...
Sua humildade fez minha JMJ valer a pena. Ao término dos dias em Lugo, já conseguia entender perfeitamente o espanhol embolado de Dona Carmen, ajudado pelo amor que emana de seu coração. A ela devo uma das maiores experiências que já tive com Deus!!! Dona Carmen, obrigado por tudo! 72 anos de história e alegria que encheram a minha alma de força!!! Chorei muito na partida de Lugo para Madrid, depois de vê-la acenar pra mim e dizer, com gestos, que eu moraria eternamente em seu coração!!! Seu adeus acenado por suas delicadas mãos rendeu deliciosas lágrimas em minha viagem para a capital espanhola. Ali foi consumado em meu coração o amor de Deus por mim!
Eu poderia postar um mês inteiro somente sobre as conversas que tivemos com Dona Carmen. Mas não posso deixar de mencionar que a cidade de Lugo também nos reservou momentos profundos de espiritualidade, dentre eles o "Santo Rosário pela muralha", quando percorremos todo o perímetro da milenar muralha romana, contemplando os mistérios do santo terço.
Da muralha, podia-se obter belíssimas paisagens da cidade à noite, enquanto contemplávamos os mistérios do terço.
A bela cidade romana guarda tesouros que só podem ser revelados na convivência com os piedosos e poucos católicos que encontramos por lá. Os sacerdotes, formados pelo Seminário Diocesano de Lugo e sob a custódia de seu bispo D. Alfonso, nos deram a missão de orar pelo cristianismo europeu.
Enfim... tantas coisas maravilhosas nos aconteceram em Lugo, que jamais poderão se apagar de nossos corações... Yolanda, responsável por nossa acolhida na paróquia de Santiago A Nova, foi maravilhosa conosco!
A galera que esteve na cidade para participar dos Dias nas Dioceses também era muito legal: nós brasileiros, venezuelanos, australianos e irlandeses unidos em uma só fé...
Enfim... Lugo deixará saudades imensas, até o momento em que eu possa visitá-la novamente. Não sei se tenho o direito de pedir a Nosso Senhor uma nova visita ao povo que me fez sentir no coração de Deus mas, se eu puder, peço encarecidamente que Cristo me ouça... aquele povo é maravilhoso demais para não ser revisitado.
Por hoje é só. Para reflexão, posto uma música que reflete a afinidade de minha alma com a de Dona Maria del Carmen.
Que Deus abençoe o povo galego. Minha experiência com Deus passou pelos corações desses cristãos que trazem em si a marca da cruz.
Até a próxima, se Deus quiser!
Didu
Hoje tive a graça de participar da Santa Missa na Comunidade Canção Nova de Belo Horizonte, bem no dia em que celebra seus três anos de reconhecimento pontifício. É a Igreja viva levando Jesus ao mundo!!!! Parabéns! Sua existência no mundo torna minha vida mais feliz!
Hoje continuo minha partilha sobre a viagem à Jornada Mundial da Juventude em Madrid. Chegou o momento de partilhar a minha experiência com Deus em terras longínquas. Agora sim, entro na programação da JMJ nos cinco dias de pré-jornada na pacata e acolhedora cidade de Lugo, na Galícia, noroeste da Espanha. Com aproximadamente 80.000 habitantes, a cidade, outrora "Lucus Aucusti", guarda uma história que remonta ao ano 25 a.C. Uma muralha, construída pelos romanos, ainda está inteiramente preservada em seu mais belo e rico conjunto arquitetônico.
A cidade também guarda uma das mais antigas tradições de adoração eucarística da Europa: há mais de 600 anos, Jesus Eucarístico é adorado perpetuamente em sua suntuosa catedral, dedicada à "Virxe dos Ollos Grandes" (em galego; Virgem dos Olhos Grandes, em português).
Fomos recebidos pelas autoridades locais, que nos apresentaram oficialmente a cidade, sua história e cultura, em uma solenidade na "Deputación de Lugo" (prefeitura municipal de Lugo, em uma tradução livre para o português).
Além dessas experiências próprias de um bom turista, foi nessa cidade galega que eu pude fazer minha experiência com Deus nessa peregrinação. Sim!!! Não tive meu encontro com Cristo em Madrid, mesmo com a presença do Santo Padre, o Papa Bento XVI. Madrid é uma outra história...
Em Lugo eu encontrei o Cristo, mesmo depois de me deparar com uma Europa completamente secularizada, sem fé. Eles nos doaram o cristianismo e ficaram sem sua religiosidade. Seus monumentais mosteiros servem hoje de pontos de interesse turístico pela arquitetura, história e arte que detém; mas não pela religiosidade que podem oferecer ao mundo.
Apesar de todo secularismo europeu, em Lugo pude ver o Cristo que mora no coração humano. Fiquei hospedado na casa de uma senhora idosa, chamada Maria del Carmen. Esse nome não foi dado a ela em vão.
Dona Carmen é uma mulher de fibra, cuja história nos faz encher os olhos de lágrimas, inevitavelmente. No primeiro dia em sua casa, não consegui entender bem o idioma espanhol: embolado demais! Mas meu coração compreendia a linguagem universal do amor! Essa mulher me fez compreender que Cristo é o homem-Deus que se submeteu à pobreza humana para redimir o homem. No coração dela eu pude fazer valer a pena todo o esforço que concentrei durante todo o ano de 2011 para ir à JMJ.
Não vou dizer como ela preparou o apartamento para nos receber. Eu e Márcio Santos fomos agraciados por encontrar o Cristo no coração dessa mulher. Suas conversas à noite podeiram durar até hoje... pudemos conhecer o coração imaculado da Santíssima Virgem Maria, novamente humanizado na pessoa de Dona Carmen.
Seu semblante sempre alegre não transparece um coração sofrido, que passou por provações imensas durante a vida. Seu marido teve paralisia múltipla aos trinta anos de idade, ela precisou tocar a empresa da família sozinha, cuidando também dos três filhos. Eu pude contemplar no coração dessa mulher a força e a realeza de Maria...
Sua humildade fez minha JMJ valer a pena. Ao término dos dias em Lugo, já conseguia entender perfeitamente o espanhol embolado de Dona Carmen, ajudado pelo amor que emana de seu coração. A ela devo uma das maiores experiências que já tive com Deus!!! Dona Carmen, obrigado por tudo! 72 anos de história e alegria que encheram a minha alma de força!!! Chorei muito na partida de Lugo para Madrid, depois de vê-la acenar pra mim e dizer, com gestos, que eu moraria eternamente em seu coração!!! Seu adeus acenado por suas delicadas mãos rendeu deliciosas lágrimas em minha viagem para a capital espanhola. Ali foi consumado em meu coração o amor de Deus por mim!
Eu poderia postar um mês inteiro somente sobre as conversas que tivemos com Dona Carmen. Mas não posso deixar de mencionar que a cidade de Lugo também nos reservou momentos profundos de espiritualidade, dentre eles o "Santo Rosário pela muralha", quando percorremos todo o perímetro da milenar muralha romana, contemplando os mistérios do santo terço.
Da muralha, podia-se obter belíssimas paisagens da cidade à noite, enquanto contemplávamos os mistérios do terço.
A bela cidade romana guarda tesouros que só podem ser revelados na convivência com os piedosos e poucos católicos que encontramos por lá. Os sacerdotes, formados pelo Seminário Diocesano de Lugo e sob a custódia de seu bispo D. Alfonso, nos deram a missão de orar pelo cristianismo europeu.
Enfim... tantas coisas maravilhosas nos aconteceram em Lugo, que jamais poderão se apagar de nossos corações... Yolanda, responsável por nossa acolhida na paróquia de Santiago A Nova, foi maravilhosa conosco!
A galera que esteve na cidade para participar dos Dias nas Dioceses também era muito legal: nós brasileiros, venezuelanos, australianos e irlandeses unidos em uma só fé...
Enfim... Lugo deixará saudades imensas, até o momento em que eu possa visitá-la novamente. Não sei se tenho o direito de pedir a Nosso Senhor uma nova visita ao povo que me fez sentir no coração de Deus mas, se eu puder, peço encarecidamente que Cristo me ouça... aquele povo é maravilhoso demais para não ser revisitado.
Por hoje é só. Para reflexão, posto uma música que reflete a afinidade de minha alma com a de Dona Maria del Carmen.
Que Deus abençoe o povo galego. Minha experiência com Deus passou pelos corações desses cristãos que trazem em si a marca da cruz.
Até a próxima, se Deus quiser!
Didu
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
O belo Dia de Finados
Boa noite, pessoal!!!
Ontem celebramos a Solenidade de Todos os Santos e, durante todo o dia, postei gravuras ou fotos de alguns santos cujas histórias fizeram e ainda fazem parte da minha caminhada como um cristão católico. Todos os Santos é uma memória que a Igreja faz de todos aqueles que passaram pela vida e pelas provações mas, com a graça de Deus, permaneceram fieis ao amor de Cristo e alcançaram a santidade.
Hoje seguimos com a memória de Todos os Fieis Defuntos, propositalmente proposta pela Igreja no dia seguinte à solenidade de Todos os Santos. Sabemos que a nossa meta é o céu, e essa busca começa aqui, na terra, em nossa vida quotidiana, em nossos medos e alegrias, dificuldades e glórias.
A santidade não é algo inatingível mas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, "a santidade nada mais é que a obrigação de todo cristão." Buscar o céu é ter a certeza de que a glória está lá, e que Deus não nos deixará desamparados nesta e na outra vida. A amizade com Deus e com os homens é a prefiguração dessa glória que há de vir.
Todo cristão que se preze ora pelos defuntos, entregando-os à misericórdia de Deus. Essa é uma das finalidades da memória que celebramos hoje, pois a esperança é fundamentada pela fé e tem seu ápice na vivência do amor. Quem ama ora. É fato. E o amor não acaba nem com a morte, pois é eterno e resume toda lei e os mandamentos. Foi Jesus quem disse...
Orar pelos mortos não significa cultuá-los; aliás, o culto aos mortos, em uma visão cristã, também não seria um sacrilégio, uma vez que nossa religião/religação com o divino baseia-se no conceito único de ressurreição. A vida é plena no cristianismo, e até mesmo a morte não é capaz de vencê-la.
Lembrar dos que já se foram desta terra é também um ato de amor. E a maior prova desse amor é a vitória de Jesus na cruz, na qual Deus fez a experiência da morte para perpetuar a vida. A morte é uma passagem no cristianismo, e ninguém será privado dela. Por isso, intercedemos sim pelos que já não estão conosco neste mundo, perpetuando o gesto de amor de Jesus com o ladrão arrependido: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23,43). Esse ladrão, pecador como qualquer um de nós, crucificado ao lado de Jesus no Calvário, reflete a nossa condição de miséria e não merecimento do céu, mas o Cristo age com misericórdia e promete o paraíso.
Os nossos familiares, amigos e demais entes queridos que já se foram, precisam sim de nossa oração, não porque não confiamos na misericórdia de Deus, mas porque os amamos e esse amor é eterno. A misericórdia de Deus não está condicionada do tempo e, mesmo que o tempo terreno já tenha se completado para eles, o tempo para Deus não existe. Eternidade é condição plena e estável em si mesma, e viver a eternidade junto a Deus é gozar de uma alegria que a terra ainda não pode desfrutar. "Feliz é quem possui a Deus", dizia Santo Agostinho.
Ao visitar o túmulo de um ente querido no cemitério neste dia de finados, não visitamos uma pessoa morta e sem vida, mas é um compromisso com nossa lembrança de que, àqueles que fizeram parte de nossa vida, devemos nosso amor e oração.
O céu é a nossa meta. Imagina só encontrar com um parente ou amigo e festejar com ele as alegrias do céu? Essa é a verdadeira esperança: Encontrar o Cristo em sua plenitude e, com ele, aqueles que amamos neste ínfimo tempo terreno.
Sugiro que você ouça essa belíssima canção de Celina Borges.
O próximo post será sobre a minha estadia em Lugo, na Espanha, durante a Pré-Jornada.
Abraços e até a próxima...
Eduardo Parreiras
Ontem celebramos a Solenidade de Todos os Santos e, durante todo o dia, postei gravuras ou fotos de alguns santos cujas histórias fizeram e ainda fazem parte da minha caminhada como um cristão católico. Todos os Santos é uma memória que a Igreja faz de todos aqueles que passaram pela vida e pelas provações mas, com a graça de Deus, permaneceram fieis ao amor de Cristo e alcançaram a santidade.
Hoje seguimos com a memória de Todos os Fieis Defuntos, propositalmente proposta pela Igreja no dia seguinte à solenidade de Todos os Santos. Sabemos que a nossa meta é o céu, e essa busca começa aqui, na terra, em nossa vida quotidiana, em nossos medos e alegrias, dificuldades e glórias.
A santidade não é algo inatingível mas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, "a santidade nada mais é que a obrigação de todo cristão." Buscar o céu é ter a certeza de que a glória está lá, e que Deus não nos deixará desamparados nesta e na outra vida. A amizade com Deus e com os homens é a prefiguração dessa glória que há de vir.
Todo cristão que se preze ora pelos defuntos, entregando-os à misericórdia de Deus. Essa é uma das finalidades da memória que celebramos hoje, pois a esperança é fundamentada pela fé e tem seu ápice na vivência do amor. Quem ama ora. É fato. E o amor não acaba nem com a morte, pois é eterno e resume toda lei e os mandamentos. Foi Jesus quem disse...
Orar pelos mortos não significa cultuá-los; aliás, o culto aos mortos, em uma visão cristã, também não seria um sacrilégio, uma vez que nossa religião/religação com o divino baseia-se no conceito único de ressurreição. A vida é plena no cristianismo, e até mesmo a morte não é capaz de vencê-la.
Lembrar dos que já se foram desta terra é também um ato de amor. E a maior prova desse amor é a vitória de Jesus na cruz, na qual Deus fez a experiência da morte para perpetuar a vida. A morte é uma passagem no cristianismo, e ninguém será privado dela. Por isso, intercedemos sim pelos que já não estão conosco neste mundo, perpetuando o gesto de amor de Jesus com o ladrão arrependido: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23,43). Esse ladrão, pecador como qualquer um de nós, crucificado ao lado de Jesus no Calvário, reflete a nossa condição de miséria e não merecimento do céu, mas o Cristo age com misericórdia e promete o paraíso.
Os nossos familiares, amigos e demais entes queridos que já se foram, precisam sim de nossa oração, não porque não confiamos na misericórdia de Deus, mas porque os amamos e esse amor é eterno. A misericórdia de Deus não está condicionada do tempo e, mesmo que o tempo terreno já tenha se completado para eles, o tempo para Deus não existe. Eternidade é condição plena e estável em si mesma, e viver a eternidade junto a Deus é gozar de uma alegria que a terra ainda não pode desfrutar. "Feliz é quem possui a Deus", dizia Santo Agostinho.
Ao visitar o túmulo de um ente querido no cemitério neste dia de finados, não visitamos uma pessoa morta e sem vida, mas é um compromisso com nossa lembrança de que, àqueles que fizeram parte de nossa vida, devemos nosso amor e oração.
O céu é a nossa meta. Imagina só encontrar com um parente ou amigo e festejar com ele as alegrias do céu? Essa é a verdadeira esperança: Encontrar o Cristo em sua plenitude e, com ele, aqueles que amamos neste ínfimo tempo terreno.
Sugiro que você ouça essa belíssima canção de Celina Borges.
O próximo post será sobre a minha estadia em Lugo, na Espanha, durante a Pré-Jornada.
Abraços e até a próxima...
Eduardo Parreiras
sábado, 22 de outubro de 2011
Pelos Caminhos de Santiago de Compostela
Olá!
De volta ao Blog, depois de um bom tempo de contratempos! Aliás, às vezes tenho a impressão de que o tempo não me é muito simpático, rsrsrs!
Dando continuidade à partilha de minha viagem à Europa / JMJ Madrid 2011, hoje escrevo um pouco sobre os três dias que passei em Santiago de Compostela, capital da Galícia, noroeste da Espanha.
Santiago é uma cidade bastante antiga, fundada por volta do século IX, na alta Idade Média. Há indícios de que o Apóstolo Tiago Maior esteja enterrado na monumental catedral, para onde acorrem inúmeros peregrinos que perfazem os famosos Caminhos de Santiago todos os anos. A experiência na visitação à Catedral é de profunda comunhão com a Igreja, o que parece atestar a veracidade das informações de que São Tiago esteja de fato jazendo ali.
Santiago, situada em um "campo estrelado", devido à sua posição geográfica que possibilita belíssimas noites estreladas (donde vem o nome "campus stellae", ou campo de estrelas = Compostela), apresenta um clima delicioso no verão da Galícia. Os dias ensolarados e as tardes que começam a esfriar, dando lugar a um friozinho considerável à noite, ajudam muito a quem curte boas caminhadas em sítios históricos.
Capital da Galícia, Santiago de Compostela também tem uma arquitetura secular e/ou cívica muito rica, pelo fato de concentrar a administração da Região Autônoma da Galícia. A Universidade de Santiago de Compostela também se destaca, e é um importante centro universitário da Espanha.
Igrejas, palácios, mosteiros, casarões e ruelas formam a paisagem urbana. Bares e restaurantes com suas singelas mesas espalhadas pelas calçadas e ninguém reclamando disso! O transporte coletivo é super eficiente, todo feito por ônibus. As praças e os parques são bem cuidados, muito bem arborizados e limpos.
Os galegos costumam ser cordiais, embora tenhamos passado por algumas experiências negativas com relação ao atendimento. Eles são bilíngues, e quando falam galego é bem mais fácil entendê-los. O espanhol é muito embolado e de difícil compreensão por lá... rsrsr
A cidade sediou, no ano de 1989, a III Jornada Mundial da Juventude, onde os jovens do mundo inteiro encontraram-se com o Papa João Paulo II. Em torno da Catedral de Santiago de Compostela, há uma espiritualidade nitidamente marcada pelas tradições galegas que se desenvolveram com a popularidade dos Caminhos que levam a ela. Nós também realizamos uma parte do caminho (claro que simbolicamente), mas fica o desejo de realizá-lo por inteiro (o caminho mais longo -- o francês -- segue por mais de 800 km, desde o sul da França até a Galícia).
O imenso botafumeiro (turíbulo suspenso na cúpula da Catedral) é uma atração que não se pode perder em Santiago.
Todos os dias, pontualmente às 12 h é celebrada a "Missa do peregrino", em que todos os participantes são abençoados com uma ação de graças especial: o gigantesco botafumeiro incensa todos os presentes, balançando de uma ponta à outra do transepto da igreja, passando por sobre o altar.
É preparado por confrades da Catedral, que o preparam após a comunhão e o elevam até uma certa altura; depois, empuram-no para que tome a trajetória de encher os olhos diante dos peregrinos. A fumaça é especial, sobe do altar e do coração de cada um em direção ao céu...
O botafumeiro incensa a cada um de nós ao som do magnífico órgão, como se pode ver na foto abaixo.
O Museu da Catedral é belíssimo, e guarda relíquias preciosíssimas, desde restos mortais de reis galegos (como se pode ver na foto do panteão dos reis católicos) até objetos litúrgicos preciosos, como a custódia de ouro que se pode ver na foto mais abaixo.
A capital galega também apresenta uma gastronomia preciosa. Os vinhos galegos são maravilhosos e tem preços excelentes; muitos rótulos podem ser comprados por preços muito inferiores aos que pagamos no Brasil, e a experiência dispensa comentários. Uma maravilha!!! Paella e tortilla são pratos predominantes, e são muito saborosos.
Ficamos hospedados na "Ciudad de Vacaciones Monte do Gozo", lugar agradável e com um excelente restaurante. Para quem for a Santiago, fica a dica!
No mais é isso. Peregrinar é sempre bom e torna a nossa alma mais humilde. Nunca encontramos tudo o que queremos, nem conseguimos ver tudo o que planejamos, mas o fundamental é ter no coração o espírito dos apóstolos que, após a experiência de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando o Evangelho. Caminhar em peregrinação enriquece o nosso espírito missionário, além de nos enriquecer com cultura, história e religiosidade. Que a nossa fé cada vez aumente mais!
Para reflexão, uma música belíssima do nosso querido Maninho, interpretada pela mineiríssima Laís Mota.
Espero que tenham gostado... Próxima parada (ops!) postagem, será sobre Lugo!
Até lá!!!
De volta ao Blog, depois de um bom tempo de contratempos! Aliás, às vezes tenho a impressão de que o tempo não me é muito simpático, rsrsrs!
Dando continuidade à partilha de minha viagem à Europa / JMJ Madrid 2011, hoje escrevo um pouco sobre os três dias que passei em Santiago de Compostela, capital da Galícia, noroeste da Espanha.
Santiago é uma cidade bastante antiga, fundada por volta do século IX, na alta Idade Média. Há indícios de que o Apóstolo Tiago Maior esteja enterrado na monumental catedral, para onde acorrem inúmeros peregrinos que perfazem os famosos Caminhos de Santiago todos os anos. A experiência na visitação à Catedral é de profunda comunhão com a Igreja, o que parece atestar a veracidade das informações de que São Tiago esteja de fato jazendo ali.
Catedral de Santiago de Compostela
Palácio Raxoi,
sede da "Xunta" (governo) da Galícia e da "Deputación" (prefeitura) de Santiago de Compostela
Capital da Galícia, Santiago de Compostela também tem uma arquitetura secular e/ou cívica muito rica, pelo fato de concentrar a administração da Região Autônoma da Galícia. A Universidade de Santiago de Compostela também se destaca, e é um importante centro universitário da Espanha.
Faculdade de Química da Universidade de Santiago de Compostela
Os galegos costumam ser cordiais, embora tenhamos passado por algumas experiências negativas com relação ao atendimento. Eles são bilíngues, e quando falam galego é bem mais fácil entendê-los. O espanhol é muito embolado e de difícil compreensão por lá... rsrsr
Rodrigo, eu e Flávio, em uma das charmosas ruelas de Santiago
A cidade sediou, no ano de 1989, a III Jornada Mundial da Juventude, onde os jovens do mundo inteiro encontraram-se com o Papa João Paulo II. Em torno da Catedral de Santiago de Compostela, há uma espiritualidade nitidamente marcada pelas tradições galegas que se desenvolveram com a popularidade dos Caminhos que levam a ela. Nós também realizamos uma parte do caminho (claro que simbolicamente), mas fica o desejo de realizá-lo por inteiro (o caminho mais longo -- o francês -- segue por mais de 800 km, desde o sul da França até a Galícia).
Praça do Obradoiro, em frente à Catedral e ao Palácio Raxoi
Nosso grupo da JMJ na Praça do Obradoiro
Praça do Obradoiro, com a Catedral ao fundo
O imenso botafumeiro (turíbulo suspenso na cúpula da Catedral) é uma atração que não se pode perder em Santiago.
Todos os dias, pontualmente às 12 h é celebrada a "Missa do peregrino", em que todos os participantes são abençoados com uma ação de graças especial: o gigantesco botafumeiro incensa todos os presentes, balançando de uma ponta à outra do transepto da igreja, passando por sobre o altar.
É preparado por confrades da Catedral, que o preparam após a comunhão e o elevam até uma certa altura; depois, empuram-no para que tome a trajetória de encher os olhos diante dos peregrinos. A fumaça é especial, sobe do altar e do coração de cada um em direção ao céu...
O botafumeiro incensa a cada um de nós ao som do magnífico órgão, como se pode ver na foto abaixo.
O Museu da Catedral é belíssimo, e guarda relíquias preciosíssimas, desde restos mortais de reis galegos (como se pode ver na foto do panteão dos reis católicos) até objetos litúrgicos preciosos, como a custódia de ouro que se pode ver na foto mais abaixo.
Michelle e eu visitamos o Museu da Catedral; foto do panteão dos reis católicos
Sinos em exposição no claustro do Museu da Catedral
A capital galega também apresenta uma gastronomia preciosa. Os vinhos galegos são maravilhosos e tem preços excelentes; muitos rótulos podem ser comprados por preços muito inferiores aos que pagamos no Brasil, e a experiência dispensa comentários. Uma maravilha!!! Paella e tortilla são pratos predominantes, e são muito saborosos.
Ficamos hospedados na "Ciudad de Vacaciones Monte do Gozo", lugar agradável e com um excelente restaurante. Para quem for a Santiago, fica a dica!
No mais é isso. Peregrinar é sempre bom e torna a nossa alma mais humilde. Nunca encontramos tudo o que queremos, nem conseguimos ver tudo o que planejamos, mas o fundamental é ter no coração o espírito dos apóstolos que, após a experiência de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando o Evangelho. Caminhar em peregrinação enriquece o nosso espírito missionário, além de nos enriquecer com cultura, história e religiosidade. Que a nossa fé cada vez aumente mais!
Para reflexão, uma música belíssima do nosso querido Maninho, interpretada pela mineiríssima Laís Mota.
O MAPA
Maninho
Espero que tenham gostado... Próxima parada (ops!) postagem, será sobre Lugo!
Até lá!!!
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