sábado, 28 de janeiro de 2012

NADA ANTEPOR A CRISTO



Bom dia, povo de Deus!

Estão terminando as minhas férias, e eu posso dizer que consegui descansar, finalmente. Foram quase 30 dias em casa, sem quase viajar, mas curtindo minha casa e meus amigos. Segunda-feira já será dia normal de trabalho, dando as boas vindas à produtividade em 2012; não que eu não tenha produzido durante as férias, quando dei umas boas faxinas na casa, mas agora é hora de colocar os pés na rua e voltar à rotina casa-trabalho-igreja-amigos. A esta rotina, já incluí a oração como rotina neste ano de 2012, no sentido de intensificar a espiritualidade, deixando Deus falar em mim. 2011 foi o meu ano de falar a Deus as aspirações do meu coração; este ano será Ele quem me dará suas sugestões para viver.


Quero viver este ano de trabalho e oração com profundidade, sem permitir que a correria me impeça de estar com Deus. Seja no ônibus, no intervalo para o almoço no trabalho, em atividades domésticas daqui de casa, em tudo quero deixar que Cristo seja todo em meu nada. Ele, misericordioso, debruça sobre minha miséria e me faz alçar voos mais altos. Eu, pobre pecador, permito que Ele entre em minha casa, meu trabalho e meus afazeres na paróquia para que meus trabalhos frutifiquem e me edifiquem.

"Christo nihil praeponere!" Será este o meu lema do ano de 2012. "Nada antepor a Cristo!" Deixar que Ele dirija meus passos e me guie pelos caminhos que melhor lhe aprouver. São Bento, que me inspira a "orar e trabalhar", é o mesmo que me indica que nada devo observar que não seja primeiro o amor de Deus. Nada. Tudo deve partir da graça de Deus e, ao mesmo tempo, conduzir a ela. Não há sentido trabalhar e edificar muito sem o amor, que é a liga verdadeira que mantém os homens unidos ao Cristo.

Estou me distanciando de certas ideias incompletas, que não permitem que experimentemos o amor de Deus em uma mística legítima. Há correntes filosóficas e teológicas que, na tentativa de humanizar as experiências com o divino, acabam se tornando uma experiência apenas sociológica, sem um sentido cristão autêntico de vida que se vive na oração.


Quando experimentamos o Cristo, sentimos o amor que arde em nós e nos impulsiona para águas mais profundas. Aí sim, pode ser realizada a vivência completa do cristianismo, que vem de Deus, passa por nós, chamados ao serviço, e se traduz em graças na vida das pessoas, seja na promoção humana subjetiva ou em algum bem na sociedade. Oração e trabalho não se excluem, mas se completam; caso contrário seria "oração OU trabalho".

Sentar para ouvir um idoso contar um caso repetido pela milionésmia vez, visitar um enfermo, levando-lhe uma palavra de conforto, doar uma sesta básica a alguma família necessitada, tentar ajudar algum pai de família desempregado, juntar roupas inúteis para alguma campanha em tempos de frio ou chuva intensos... há tantos meios de se promover o bem sem deixar que a misericórdia seja também experimentada por nós. A consciência na hora de votar é traduzida em uma vida política mais sadia, o que não quer dizer que a política seja o único meio de promoção social -- porque não o é, definitivamente.


Estou vivendo este ano de 2012 assim, pensando na vida e agindo no silêncio do meu coração. Estou em pleno momento de preparação para me consagrar de um modo mais radical a Deus e, com São Bento, Santa Teresinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santo Agostinho, São Pio de Pietrelcina, São José e, claro, a grande Mãe de Deus, Maria Santíssima, estou nutrindo a simplicidade e a alegria de viver em Deus. 2012 é o ano de viver o lema beneditino de "nada antepor a Cristo", de segui-lo radicado em sua palavra: "Vem e segue-me" (Mt 9,9).

Hoje proponho muito mais que uma música, mas que possamos tomar posse dessa canção em nossa vida.

COM TUA MÃO
Suely Façanha


Que Deus nos abençoe em nossos projetos e sonhos. Ele os fará concretizar, para o nosso bem e de toda a Santa Igreja.


Eduardo Parreiras

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

DIVINA PROVIDÊNCIA



Olá!!!

Hoje eu tenho uma nova partilha e resolvi vir ao blog para escrever. As letras são um refúgio poderoso, quando não consigo rezar. Escrever me redime das partilhas enclausuradas, que não podem ser anunciadas aos quatro ventos. A clausura das palavras faladas pode finalizar nas palavras escritas.

Comecei este dia com o coração atribulado, ao melhor estilo "coração na mão". Sabe aquele dia em que o desespero insiste em tomar conta, embora a razão não queira? Pois é, assim tem sido o meu dia de hoje. Quando me sinto fraco, desconsolado, lembro de duas pessoas muito importantes na minha vida: Maria, Mãe de Deus e Nossa, e Teresinha do Menino Jesus.

Primeiramente, recorro à Santíssima Mãe de Deus, por ter ela guardado todas os seus louvores e aflições no coração. Preciso aprender com ela, pois ela me ensina muito a confiar em Deus. Durante o ano de 2011, na caminhada vocacional da Família Espiritual das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, aprendi com Maria, Mãe da Divina Providência, que Deus cuida de tudo. Tudo mesmo! Basta confiar e deixar-se abandonar nos braços de Deus. Foi o ano do "confiante abandono à Divina Providência".

Maria, Mãe da Divina Providência

Abandonar-se é, por natureza, um verbo reflexivo, que exige ao mesmo tempo uma ação e reação. Deus me diz: "Pula!", e eu devo pular mesmo! Devo confiar nos braços de Deus como aqueles vocalistas malucos de bandas de rock, em seus shows alucinados e alucinantes. Acho aquilo um barato! Do nada, os caras pulam no meio da galera, que vai à loucura!!! Quando tenho a maturidade de fazer isso nos braços de Deus, o Céu também vai à loucura com meu gesto. E assim acontece com cada um de nós... Temos que ser ousados e pular na graça de Deus. Isso é abandonar-se à Divina Providência e aprendi com Maria!

Depois, recorro à intercessão de Santa Teresinha, mulher jovem e audaciosa na fé. A audácia de Teresa de Lisieux era tão grande, que não ousou em afirmar: "Passarei o meu céu fazendo bem à terra!" Ela tinha uma certeza intocável da salvação. E aderiu a ela. Temos que aderir a cada dia ao projeto salvífico de Deus em nossas vidas. Afinal, como afirmou a própria Teresinha, "para amar a Deus temos somente HOJE!" Isso me faz lembrar também um grande santo de nossa Igreja, que nos convida à imediata conversão: Santo Expedito. Ele sempre tentava postergar sua conversão, apegado demais aos prazeres deste mundo. Mas Deus inspirou-lhe que a conversão deve ser no "hoje", e não no "amanhã". Teresinha e Expedito tem muito em comum neste aspecto da redenção. Não devemos deixar para amanhã a conversão que precisamos viver hoje. O ontem já não nos pertence, e toda e qualquer manifestação dele é uma tentação demoníaca ou provação humana, que tenta nos embaraçar diante da graça, sempre atual, de Deus.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face - Teresa de Lisieux

Deus tem me presenteado demais ultimamente com amigos que intercedem por mim. Não os considero anjos, porque anjo nos guarda em seu estado angelical de origem celeste. Os amigos, quando rezam por nosso bem, praticamente garantem a nossa conversão. Eu não vou mencionar os nomes aqui, mas aqueles que rezam por mim sabem que este post de hoje é dedicado a eles. Confio cada um deles à intercessão da Bem-aventurada e Sempre Virgem Maria, a quem devoto o meu caminhar de sempre, especialmente este ano de 2012; também os confio à intercessão de Santa Teresinha que, como jovem, soube ser mestra na fé e doutora da humildade.

Hoje, mais que nunca, em meio à tribulação, ouço e partilho com vocês a belíssima música "Regaço Acolhedor", da Ir. Kelly Patrícia. "Minha Mãe é a Virgem Maria, é ela que agora vai me acolher, me abraçar, me perdoar, me compreender... me acalmar, me ensinar, me educar, me formar, me amar!" A ela, entrego toda a minha vida e vocação, repetindo, não por simplesmente repetir, mas por assumir em minha vida o lema pontifício do Bem-aventurado Papa João Paulo II: "Totus Tuus, Maria!" Eu sou católico demais para não confiar minha vida à intercessão de Maria. Fato.



sábado, 21 de janeiro de 2012

UM TEMPO PARA CADA COISA



Boa tarde!

Hoje me aconteceu algo inusitado. Na última quinta-feira eu tive o prazer de conversar com meu amigo, Pe. Ângelo, que me convidou a fazer um passeio hoje, sábado, a Itaverava, cidadezinha pacata do interior de MG. Aceitei o convite, afim de colocar as conversas em dia. Marcamos hoje, e ele ficou de me pegar na PUC-Coração Eucarístico, pois sairia da Rádio América, próxima de lá.

Hoje, pelas 06h30min da manhã, Pe. Ângelo me liga. Acordei desorientado e, quando atendi, ele me perguntou porque eu não havia ido encontrá-lo. Achei que já fossem 18h30min!!! Hahaha... Pensei: "certo que fui dormir às 03h da madrugada, mas não precisava ter dormido tanto assim!" Então lhe disse: "Mas, padre, ainda é manhã!" E ele me respondeu: "Sim, querido. Meu programa na Rádio América é no fim da madrugada!"

"Meu Deus! Então, não tenho como ir contigo a Itaverava, pois você vai se atrasar!" E Ele: "Vou ficar esperando você me ligar para nos encontrarmos então!"



Eu havia marcado com uma "cyber" amiga, a querida Patty Barbosa, seguidora e fiel leitora deste blog, de nos encontrarmos, pois ela mora nessa pitoresca cidade do interior de MG. Depois do ocorrido, tive que desmarcar com ela o momento de nos conhecermos pessoalmente. É que sempre rezamos juntos pela internet, e um pelo outro em nossos momentos de intimidade com Deus.

Estou contando resumidamente essa história que, infelizmente, aconteceu na realidade nesta manhã. Confesso ter ficado chateado por ter me enganado com relação ao horário de encontro com meu amigo. Eu mesmo perdi a oportunidade que havia procurado e estava aguardando com certa ansiedade.

Situações como essa acontecem muitas vezes em nossa vida. Sabe o que faltou para que não ocorresse o engano? A simples pergunta: manhã ou tarde? Embora eu não tivesse a dúvida quando combinamos, ela existiu e atrapalhou meus planos, mesmo sem eu querer. Quantas vezes programamos coisas que terminam em erro? Os assuntos a tratar com o padre são importantes, e eu não queria deixar para depois. Mas o "vacilo" me força a postergar a partilha. Sei que o padre me perdoará. Ele tem um coração enorme, rsrs! Mas na nossa caminhada, a coisa fica mais séria. E se não der tempo de voltarmos para Deus? Conversão não é algo que possa ser remarcado; horário é horário, e é agora!

Sinto que, embora eu tenha buscado Deus intensamente, continuo o mesmo "lesado" de sempre. É engraçado mesmo!!! Sou muito devagar para algumas coisas! Não presto a devida atenção ao que realmente faz diferença. Claro! Há 06h30min pela manhã e pela tarde!!! Uma confusão de nada mais nada menos que 12 h! Por mais que busquemos aprofundar nossa vida de oração, é preciso também ficar alerta ao tempo presente. Quando estamos em um processo de maturidade espiritual, podemos nos prender à eternidade e esquecermos do tempo presente. Creio que a experiência de hoje é válida para minha maturidade integral, como homem de Deus que vive no mundo. A eternidade não pode anular o nosso tempo, enquanto ainda vivemos neste mundo. Confesso ainda não ter aprendido a lidar com uma coisa e outra simultaneamente. Minha sede de eternidade me faz perder as contas do tempo, e preciso reverter isso. Tenho que aprender a amar a eternidade a partir do meu tempo. Só assim poderei alcançar o céu, tendo pisado a terra.


Esta é uma das minhas metas para 2012: ter mais consciência do tempo. Sou muito relapso com ele. Sou um péssimo administrador do tempo e preciso me converter, mudar de direção na divisão das minhas tarefas. Por que tenho tanta dificuldade em estabelecer as prioridades? Será um trabalho árduo, mas me fará crescer muito. Uma coisa nos é necessária: manter a fé e a alegria. Sempre.

Amadureçamos. Toda colheita tem um tempo certo.

A música de hoje é bem sugestiva. Nosso grande e querido Eugênio Jorge e sua patota do Mensagem Brasil nos enchem de esperança com esta canção. "Tempo de amar!"


Abraços!!!

Eduardo Parreiras

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ENCONTRAMOS O CRISTO!



Segunda-feira, dia de trabalho, certo? Errado! É um dia merecido de descanso em minhas férias, e reservei esta parte da manhã para um momento mais profundo de oração.


Retomando o Evangelho deste domingo, que se encontra em Jo 1,35-42, duas coisas me chamaram a atenção: primeiramente, o diálogo de Jesus com seus discípulos, quando lhes pergunta: "O que procurais?" Esta é uma pergunta que nós nem sempre precisamos responder, mas sempre fazê-la a nós mesmos. A filosofia nos ensina com beleza e maestria que as respostas nem sempre são o caminho mais eficiente, mas as perguntas. Na verdade, a pergunta bem elaborada dá o mesmo trabalho que uma resposta à altura. Sendo assim, e nós, o que procuramos? Qual é a verdadeira sede do nosso coração, aquela que nada no mundo pode saciar? Qual é a verdade que procuramos incessantemente, que não permite que o nosso coração esteja tranquilo até o momento do encontro? Santo Agostinho, em suas "Confissões", rezava ao Senhor, dizendo: "Inquieto está o meu coração, enquanto não encontra a Ti!" Busquemos sempre e nossa sede será saciada.


Embora nem toda pergunta precise de uma reposta pronta, os discípulos respondem, certamente com uma imprecisão enorme, por ainda não ter andado com o "Mestre": "Rabi (que quer dizer "Mestre"), onde moras?" O endereço, por incrível que pareça, diz muito a respeito das pessoas, desde os tempos antigos. Para quem é de BH, qual a diferença em dizer que se mora no Bairro Mangabeiras ou em Contagem (meu caso, rsrsrs)? A humanidade é preconceituosa desde sempre (vale lembrar que, no próprio Evangelho surgiu a pergunta: "Por acaso pode sair algo bom de Belém?", referindo-se ao fato de Jesus ter nascido lá). Dependendo da resposta de Jesus, eles poderiam elaborar uma ideia mais próxima da realidade sobre a sua pessoa. Mas Ele não diz imediatamente "Nazaré", mas "Vinde ver". Então, os discípulos o acompanharam e "permaneceram" com ele. Jesus conseguiu, portanto, que os discípulos, já no primeiro encontro, ficassem com Ele. E isso bastou naquele momento.

Em segundo lugar, prendeu a minha atenção a adesão imediata de André a Jesus pela apresentação de João Batista, que se referiu a Jesus como o "Cordeiro de Deus". Sabemos que os hebreus tem um apreço muito grande pelo cordeiro, animal escolhido por Deus para os sacrifícios. Jesus é aquele que vem como "cordeiro expiatório" para redimir integralmente a humanidade pecadora. André seguiu Jesus ao ouvir tal apresentação de João e não se conteve, indo anunciar a seu irmão, Simão, que havia "encontrado o Cristo". Então, André conduziu Simão a Jesus, que fitou seus olhos (olhou bem para ele) e disse: "Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas" (que quer dizer "Pedra").

"Encontramos o Cristo!", anuncia André. Simão quis encontrá-lo e foi até Ele. Jesus mudou o seu nome para "Pedra", "Rocha". É lindo perceber que, quando nos deixamos invadir pela Palavra de Deus, também podemos  conduzir muita gente ao Cristo. Pela Palavra nós o encontramos e com Ele permanecemos. Nós o procuramos e nele achamos tudo o que possa preencher perenemente o nosso coração. Um coração que ama a Cristo é totalmente preenchido por sua presença.

Duas coisas nos são essenciais: querer ver onde Cristo está e permanecer com Ele, e encontrá-lo verdadeiramente pela Palavra anunciada. Alguém foi para nós portador dessa Palavra que nos conduz ao Messias e também devemos portar essa Boa Nova para o mundo. Sejamos fundamentados na Palavra e doutrina dos apóstolos que, liderados por um pobre e simples pescador, tornou-se "pedra" e coluna edificante da nossa fé.

Minha sugestão para a oração de hoje é a canção "Não me pertenço mais", do Ministério Amor e Adoração, da Canção Nova.



Bom dia e ótima semana a todos!


Eduardo Parreiras

sábado, 14 de janeiro de 2012

OS TEMPOS MUDAM...



Hoje o sol resolveu dar as caras, numa tentativa de ver de novo a felicidade nos rostos tristes, estampados de chuva.

Os céus se abriram para colorir de azul os olhos de quem já só enxergava as coisas gris.


Os ventos sopram para renovar a atmosfera de cada um, que enobrece um pouco mais a cada monção que chega.

Os tons de verde encharcam as molduras da paisagem que se abre em novas alegrias.

Os caminhos, embora sejam os mesmos, estão mais coloridos, indicando a direção certeira...

O orvalho vem, pela noite, dignificando tudo, para dar lugar a uma nova beleza... até o dia seguinte!



RAIO DE SOL
Ir. Kelly Patrícia



Bom sábado a todos!!!


Eduardo Parreiras

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FELICIDADE



"Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!"
Sl 15/16, 11

Providencialmente, este é o salmo das completas na Liturgia das Horas hoje, quinta-feira.



Quero falar hoje da felicidade. O que ela contém? O que ela pode oferecer? Como ela se manifesta? Como se faz para alcançá-la? O que ela é?


Nem todos sabemos ao certo o que é a felicidade, mas todos queremos tê-la. Por que todos querem ser felizes, mas nem todos se esforçam por alcançar o estado de graça almejado? Por que o inconformismo dura muito mais que o breve instante de decisão que pode mover o ser para que seja feliz?

Bem. A felicidade não é, de fato, para todos... mas para alguns. Explico-me.

A felicidade é simples demais para a complicação humana. O homem é um ser complexo por excelência. Quanto mais busca a praticidade da vida com tecnologias mirabolantes, mais tem dificuldades para encontrar a felicidade simplesmente.


As pessoas não conseguem ser felizes porque não tem um carro, uma casa, um bom emprego, as amizades que desejariam ter. Não nasceram na família que queriam; não conseguem acompanhar o desenvolvimento tecnológico e ficam à mercê da ditadura do consumismo.

Homens e mulheres estão infelizes com sua forma física, mas não abrem mão de breves momentos de alegria diante de uma prato bem gorduroso e nada saudável. Buscam a felicidade no corpo perfeito, mas esquecem-se de que a simplicidade da vida é que garante a saúde. Na busca desenfreada pela beleza ganham de brinde a falta de saúde. Os exageros para alcançar um bem tornam-se um mal, muitas vezes, irremediável.

Ser feliz é tão simples que, geralmente, pode se definir esse estado de vida tão desejado com palavras únicas, sem formar frases. Vou dar exemplos:

Sorriso...

Abraço...

Carinho...

Ouvir...

Falar...

Andar...

Comer (bem)...

Dormir...

Namorar...

Beijar...

Amizade...


Céu...

Solidão (é necessária)...

Oração...

Amor...

E o mais importante de tudo... DEUS!


Reclama-se muito o fato de a padaria estar longe demais (dois quarteirões) para ir a pé. Vai-se de carro e esquece-se da graça de ter saúde e poder andar. Reclama-se demais pela demora, mas não se tem paciência de ficar apenas 10 minutos do dia em oração e comunhão com Deus.

Todo santo é feliz. Não há como não ser. Quem é feliz com Deus, não perde a alegria perene nem com o sofrimento, porque Deus é amor e quem ama permanece Nele.

Sejamos felizes. Deus se alegrará com isso.


Hoje sugiro a canção "Feliz", de Bruno Camurati


Até mais!!!!


Eduardo Parreiras

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O DIÁLOGO DA TRINDADE

O mundo envolto em trevas. A luz era necessária...

"Quem vai iluminar o mundo?" Disse o primeiro.

"Eu", disse o segundo.
"Mas, como isso se fará?" disse o mesmo.

"Eu farei tudo acontecer como deverá ser", disse o terceiro.

E então se fez. O segundo foi ao mundo levar a luz, onde havia somente trevas. O terceiro, abrindo caminho para que o segundo o fizesse, foi sustentando a árdua missão de dissipar a escuridão. O primeiro, observando o que os dois outros faziam, disse que tudo era bom.

E assim, tudo se fez.

Surrealidade, pão e vento. E tudo surgiu.




Eduardo Parreiras